Fran Chang: Zenith. São Paulo: Millan, 2024.
2024. Fran Chang
Text by Mateus Nunes
Published by Millan, 2024
Bilingual [Portuguese/English], 40 pages
Published on the occasion of Zenith, Fran Chang’s solo exhibition at Millan, São Paulo, in 2024, the publication features a text by Mateus Nunes devoted to the landscapes the artist develops on silk, drawing on references to astronomy, landscape, and the traditions of Chinese painting. Inspired by a trip to Norway and her observation of phenomena such as the aurora borealis, Chang constructs glacial and cosmic scenes that bring together contemplation, solitude, and belonging, while silk introduces an affective dimension connected to her mother’s history as a Taiwanese immigrant to Brazil.
In the essay, Nunes reads landscape as a device for articulating subjective experience and the memory of the Asian diaspora. The text connects Chang’s interest in astronomy to an investigation of inner immensities, relating cosmological and geological phenomena to loss, trauma, and processes of rediscovery. It also addresses the political dimension of her practice, particularly her use of her name and the sinogram as a means of unsettling processes of exoticization and cultural erasure, before returning to the title Zenith to consider the idea of perspective: beneath the same sky, each body occupies a singular position in the cosmos.
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Texto por Mateus Nunes
Publicado por Millan, 2024
Bilíngue [Português/Inglês], 40 páginas
Publicada por ocasião da exposição individual Zenith, de Fran Chang, na Millan, em São Paulo, em 2024, a publicação apresenta um texto de Mateus Nunes dedicado às paisagens que a artista desenvolve sobre seda, a partir de referências à astronomia, à paisagem e às tradições da pintura chinesa. Inspirada por uma viagem à Noruega e pela observação de fenômenos como a aurora boreal, Chang constrói cenários glaciais e cósmicos que articulam contemplação, solidão e pertencimento, enquanto a seda introduz uma dimensão afetiva ligada à história de sua mãe, taiwanesa que imigrou para o Brasil.
No ensaio, Nunes lê a paisagem como um dispositivo para a elaboração de experiências subjetivas e da memória da diáspora asiática. O texto aproxima o interesse de Chang pela astronomia de uma investigação sobre as imensidões interiores, relacionando fenômenos cosmológicos e geológicos a perdas, traumas e processos de redescoberta. Também aborda a dimensão política de sua prática, especialmente o uso do nome e do sinograma como forma de tensionar processos de exotização e apagamento cultural, antes de retornar ao próprio título Zenith para pensar a ideia de perspectiva: diante de um mesmo céu, cada corpo ocupa uma posição singular no cosmos.
Published by Millan, 2024
Bilingual [Portuguese/English], 40 pages
Published on the occasion of Zenith, Fran Chang’s solo exhibition at Millan, São Paulo, in 2024, the publication features a text by Mateus Nunes devoted to the landscapes the artist develops on silk, drawing on references to astronomy, landscape, and the traditions of Chinese painting. Inspired by a trip to Norway and her observation of phenomena such as the aurora borealis, Chang constructs glacial and cosmic scenes that bring together contemplation, solitude, and belonging, while silk introduces an affective dimension connected to her mother’s history as a Taiwanese immigrant to Brazil.
In the essay, Nunes reads landscape as a device for articulating subjective experience and the memory of the Asian diaspora. The text connects Chang’s interest in astronomy to an investigation of inner immensities, relating cosmological and geological phenomena to loss, trauma, and processes of rediscovery. It also addresses the political dimension of her practice, particularly her use of her name and the sinogram as a means of unsettling processes of exoticization and cultural erasure, before returning to the title Zenith to consider the idea of perspective: beneath the same sky, each body occupies a singular position in the cosmos.
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Texto por Mateus Nunes
Publicado por Millan, 2024
Bilíngue [Português/Inglês], 40 páginas
Publicada por ocasião da exposição individual Zenith, de Fran Chang, na Millan, em São Paulo, em 2024, a publicação apresenta um texto de Mateus Nunes dedicado às paisagens que a artista desenvolve sobre seda, a partir de referências à astronomia, à paisagem e às tradições da pintura chinesa. Inspirada por uma viagem à Noruega e pela observação de fenômenos como a aurora boreal, Chang constrói cenários glaciais e cósmicos que articulam contemplação, solidão e pertencimento, enquanto a seda introduz uma dimensão afetiva ligada à história de sua mãe, taiwanesa que imigrou para o Brasil.
No ensaio, Nunes lê a paisagem como um dispositivo para a elaboração de experiências subjetivas e da memória da diáspora asiática. O texto aproxima o interesse de Chang pela astronomia de uma investigação sobre as imensidões interiores, relacionando fenômenos cosmológicos e geológicos a perdas, traumas e processos de redescoberta. Também aborda a dimensão política de sua prática, especialmente o uso do nome e do sinograma como forma de tensionar processos de exotização e apagamento cultural, antes de retornar ao próprio título Zenith para pensar a ideia de perspectiva: diante de um mesmo céu, cada corpo ocupa uma posição singular no cosmos.